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Artigo | As aulas vão começar: é hora de estreitar a parceria pela aprendizagem de seus filhos

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Por Cláudia Tricate*


As aulas do ano letivo de 2022 vão se iniciar e, com elas, começam também as dúvidas e angústias dos pais sobre como apoiar a aprendizagem dos filhos. Como criar uma rotina de estudos? Como acompanhar o desenvolvimento da criança na Escola?

Não há uma receita pronta para aumentar o engajamento de crianças e adolescentes com o estudo, mas devemos, sim, refletir sobre alguns pontos que fazem enorme diferença.

O primeiro é a importância real dada à escola pela família. Aqui, é preciso cuidado: todos os filhos são mestres em identificar a contradição dos pais. De nada adianta fazer cara de conteúdo e dizer que a educação é fundamental, mas, ao mesmo tempo, atrasar com frequência na chegada às aulas, cabular sempre as reuniões de pais ou fechar os olhos para faltas desnecessárias – com argumentos, como: "ah, ele está muito cansado hoje". 

Sinais contraditórios como esses acabam "ensinando" aos alunos que é sempre possível dar um jeitinho de fugir a responsabilidades que lhes cabem. Sim, porque é fundamental que cada criança e adolescente entenda paulatinamente que aprender é algo que fazemos por nós mesmos, e não pelos outros. Quem só estuda obrigado, pressionado pelo boletim escolar ou pelos castigos inúteis de fim de ano acabará encontrando subterfúgios para fugir do necessário esforço de aprender.

O que é preciso então fazer? Certamente, os pais podem se esforçar, desde cedo, para tornar a sua casa um lugar que dá valor ao conhecimento. Valor significa prioridade: isso implica em, por exemplo, estabelecer um tempo e um espaço para o estudo que realmente seja preservado, respeitado por todos e seguido com… prioridade!

Mas dá para fazer mais. É muito importante encontrar tempo para o lazer cultural familiar – cinema, teatro, museus, programas que estimulem a curiosidade pela vida; ter livros à disposição e conversar sobre eles; incluir filmes que façam pensar na programação do streaming; conversar sobre notícias, ciências, história, enfim, cada um encontrará seu caminho. Por que não optar por legendas em inglês, por exemplo, para assistir àquela série recém-lançada? Afinal, são tempos de uma educação internacional globalizada.

Qualquer que seja sua opção, não se esqueça – seu exemplo é fundamental e será seguido. Lembre-se, por fim, de que conhecimento não comporta preconceito: valorize os interesses espontâneos de seus filhos, sejam pelo que for, desde que mostrem desejo de aprender mais, pesquisar, investigar, estimule-os a contar suas descobertas. E jogue na lata de lixo ideias do século passado, como: "este não dá para a escola" ou "aquele não consegue aprender matemática". Todos podemos. Todos.

E a escola, o que faz? Há uma imensa e rica discussão sobre o que a educação deve fazer para cativar o interesse das crianças e dos jovens. Mas dá para resumir boa parte desse desafio em uma expressão que todos entendem: aprendizagem significativa. Quer dizer: buscar estratégias, metodologias, abordagens que confiram sentido ao ato de aprender. 

Não devemos confundir isso com o utilitarismo do: "mas vou usar isso para quê?".  Trata-se, antes, de buscar convergência entre o conhecimento escolar e a vida real, mostrar a ciência que está nos aparelhos que usamos todos os dias, ensinar a beleza da língua como patrimônio de todos, investigar o fenômeno da vida nas aulas de biologia, entender que matemática está em tudo, até no voo da borboleta.

Por fim, é preciso colocar todas as partes para conversar: escolas, pais, alunos formam uma tríade indispensável. Expressar pontos de vista, construir acordos entre todos, firmar compromissos em torno dos objetivos comuns de aprendizagem são o que garante uma escolaridade plena. Não perca nenhuma oportunidade de conversar com a direção, os coordenadores, os orientadores educacionais, os professores. É desse entendimento mútuo que nasce uma parceria em torno do amor pelo conhecimento.

Vamos começar? Um feliz ano letivo para todos! É bom demais aprender.


* Cláudia Tricate é pedagoga, psicóloga, mestre em Psicologia e diretora pedagógica do Colégio Magno/Mágico de Oz.

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