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Artigo | Esportes: componente essencial da educação

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Por Cláudia Tricate*


Para muitos adultos, a Educação Física infelizmente ainda é lembrada com certa preguiça, resquício de um tempo em que as aulas se resumiam a exercícios aborrecidos e esportes tradicionais, geralmente, disputados pelos mais competitivos. E o que é pior: essa ideia um tanto antiquada pode passar de pai para filho, alimentando a formação de crianças e jovens pouco afeitos às práticas esportivas. 

É um equívoco que devemos combater como famílias e também como sociedade: praticar esportes, fazer exercícios é bom, saudável, mas, sobretudo, prazeroso e construtivo. 

Essa é a perspectiva de um bom projeto educativo. Ao contrário do que se pode pensar, a educação do movimento, do corpo, o estímulo às práticas esportivas não são componentes "a mais" de um projeto pedagógico: ao contrário, esse currículo deve ocupar de fato a centralidade de qualquer proposta educativa.

Durante o período trágico da pandemia, muitos estudos demonstraram como o movimento está ligado a todas as demais dimensões da existência: sem a possibilidade de brincar, correr, praticar esportes, muitas crianças e adolescentes sofreram problemas como ansiedade e depressão.

A ideia de um corpo separado em cabeça, membros, coração pode servir à anatomia, mas nem de longe reflete o processo de desenvolvimento humano. Somos pessoas integrais. A falta de movimento, em suas infinitas possibilidades, tem impacto sobre toda a nossa vida – inclusive sobre os aspectos cognitivos e emocionais.

No Magno/Mágico de Oz, a educação do corpo e do movimento faz parte do projeto educativo desde o berçário e, ao longo da escolaridade, se diversifica ao ponto de os alunos, a partir da 8ª série do Ensino Fundamental, poderem escolher de forma livre as práticas esportivas para compor seu currículo de Educação Física. Podendo escolher, os alunos unem, com prazer, Educação e esporte, ampliam sua consciência corporal e se comprometem com uma prática que será incorporada ao seu projeto de vida.

Modalidades coletivas e individuais, opções de fitness, dança em diversas modalidades, esportes de aventura, atividades como esgrima e escalada – contam-se às dezenas as opções de crianças e jovens. Não são apenas opções: esse projeto representa um todo articulado e consequente, pensado como forma de educar crianças e adolescentes para uma vida esportiva rica, diversificada, saudável, em que possam se autoconhecer, explorar seus próprios talentos e, acima de tudo, sentir muita alegria de viver.


* Cláudia Tricate é pedagoga, psicóloga, mestre em Psicologia e diretora pedagógica do Colégio Magno/Mágico de Oz.

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