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Artigo | Ler – sempre, tudo, com prazer

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Por Cláudia Tricate*


As aulas começaram e alguns fantasmas voltam a assombrar a cabeça dos pais. Entre os principais, está a preocupação com o hábito da leitura. Meu filho não gosta de ler! E agora, o que fazer? Afinal, como estimular a leitura desde a infância? Qual é o papel da escola nesse desafio? E o que família pode e deve fazer?

Diante desses temores, o primeiro movimento deve ser sempre desmistificar antigos preconceitos, que acabam sempre prejudicando. O primeiro deles é a ideia de que existem leituras "boas" e outras "ruins", ou textos digitais ou no formato físico. Como se gostar de gibis, de todos os tipos, ou de textos sobre games, não fosse bom para a formação cultural.

Muitas vezes, ao tentar obrigar a leitura, ao fazer avaliações prévias e críticas sobre o que a criança lê, ou ao forçar determinadas leituras, os adultos fazem gol contra. Leitura é um ato de liberdade, que pertence ao indivíduo. A boa relação com o hábito de ler começa cedo e tem a ver com o quanto extraímos de prazer e de valor de um texto.

Por isso, o primeiro passo é promover a oferta de diversidade: deixe que, desde cedo, seu filho tome contato com os mais diferentes tipos de texto espontaneamente. Tem criança que adora ler jornais, por exemplo! Deixe ao seu alcance gibis, jornais, livros, piadas, curiosidades científicas, livros das séries de TV que ela gosta, enfim, perceba o que mais a encanta, em português, inglês ou apenas com imagens! Quanta gente se tornou leitor voraz a partir dos livros de Harry Potter e outros grandes sucessos do cinema?

Aí, entra outro componente importante: ninguém gosta de ler para guardar para si. Assim como tudo o mais no mundo de hoje, leitura é algo que fazemos em rede. Gostamos de contar para os outros o que lemos, bem como de ouvir opiniões e compartilhar momentos emocionantes, engraçados, aterrorizantes. Por isso, promova momentos de conversa sobre a leitura – sempre de forma leve e espontânea. Quem tem um livro, nunca está sozinho.

Não há ser humano que não seja seduzido por uma boa história: por isso, aqui vai outra sugestão. Que tal incluir nas conversas de família, ou mesmo no carro, o hábito de contar boas histórias? Não apenas as clássicas. Podem ser coisas do dia a dia ou mesmo histórias inventadas. Peça para que seus filhos façam o mesmo. O mundo da leitura é o mundo das narrativas, é assim que entendemos o mundo e a vida.

Por fim, há sempre aquele conselho que não pode faltar: como tudo o mais, leitura também é exemplo. Neste caso, exemplo significa ter por perto adultos que leem, livros à disposição, textos visíveis pela casa, valorização e respeito ao ato de ler, passeios em livrarias e bibliotecas. 

O resumo de toda essa ópera é que a leitura, como tantos outros bons hábitos, nascem de dentro para fora. Só têm valor se estiverem introjetados, fizerem parte de nossas crenças, valores, convicções.

É claro que a Escola tem um papel muito importante nesse processo – e o trabalho é diário. A leitura é integrada a tudo o que fazemos, como parte inerente ao prazer de aprender. Pode estar ligada a uma atividade de gastronomia, a uma visita ao nosso Núcleo Ambiental, ao Estudo do Meio, às atividades de ciências. Enfim, na Escola, não há momento, hora ou lugar para ler. Sempre, em qualquer tempo e lugar, ler é uma festa. Por falar nisso, se prepare: vem por aí a nossa FLIM – Festa de Literatura e Inovação do Magno. Aguarde boas notícias e… viva a leitura!


* Cláudia Tricate é pedagoga, psicóloga, mestre em Psicologia e diretora pedagógica do Colégio Magno/Mágico de Oz.

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