Existe mais de uma versão para a origem do conceito embutido na sigla ESG. Na década de 1970, por exemplo, falava-se em investimento social responsável, como estímulo para o mundo capital adicionar um conjunto de valores aos seus lucros. Posteriormente, nomeou-se a Responsabilidade Social Corporativa.
Mas foi em 2004 que o conceito ganhou os contornos que têm hoje, quando um documento do Banco Mundial em parceria com a ONU concentrou em uma única sigla – que reúne Environment (ambiente), Social (social) e Governance (governança) – o esforço de empresas e investidores em acompanhar a agenda sustentável.
Estava, então, sendo lançado o Pacto Global das Nações Unidas, a partir de uma provocação do então secretário-geral, Kofi Annan, para engajar o setor produtivo nas causas planetárias.
O ESG passou a representar, então, a incorporação das métricas da Agenda 2030 – ou seja, passou a compor o cesto de indicadores de compromisso social que orientam os investimentos empresariais. Os relatórios de sustentabilidade dão um retrato do que isso significa.
Entre outros indicadores desse compromisso ESG estão:
- paridade do salário de mulheres e homens;
- paridade do número de funcionários masculinos e femininos;
- inclusão racial, de gênero e social;
- investimento em ações de cunho social;
- adoção de determinados ODS coerentes com a missão da empresa;
- compensação das pegadas de carbono;
- certificação de procedência de madeira, papel e outros insumos;
- economia de água, energia e outros insumos;
- Reciclagem e reaproveitamento de resíduos;
- Geração de energia limpa e renovável;
- Uso de materiais construtivos sustentáveis; e etc.